Antonio Huertas inaugurou o Insuresilience Global Partnership Forum no âmbito do COP25 em Madri.

“A América Latina poderia se beneficiar mais do seguro com o objetivo de proteger melhor as sociedades das mudanças climáticas”.

Na América Latina, o volume de prejuízos catastróficos cobertos pela atividade seguradora é inferior a 20%. No caso de enchentes, os níveis de cobertura são ainda menores, inferiores a 10%.

Grande lacuna de proteção na América Latina

Isso significa que há uma grande lacuna de proteção na América Latina, e essa lacuna está aumentando em alguns países. E isso, nas palavras de Antonio Huertas, “deve ser abordado; é crucial que os governos da América Latina reconheçam melhor a importância e os benefícios do seguro como uma ferramenta eficiente para proteger e compensar esses riscos catastróficos”.

Estas são algumas das reflexões feitas pelo presidente da MAPFRE em seu discurso de inauguração da terceira edição do Insuresilience Global Partnership Forum, um evento anual celebrado em Madri por ocasião da cúpula mundial do clima COP25, na capital da Espanha.

Insuresilience Global Partnership

O Insuresilience Global Partnership é uma iniciativa público-privada criada em 2017, com o apoio do G-20, e com o objetivo de abordar o desenvolvimento de ferramentas que ajudem a proporcionar a cobertura de risco climático para pessoas vulneráveis nos países em desenvolvimento.

“As coberturas de riscos climáticos podem ajudar as pessoas afetadas pelos eventos climáticos extremos a reduzir sua vulnerabilidade e a administrar melhor seus recursos”, explicou Huertas em sua fala. Porque “as mudanças climáticas são reais, e estão causando um impacto crescente na vida das pessoas. O desafio é tão grande que é necessário um enfoque combinado para enfrentá-lo: governos nacionais e locais, organizações internacionais, setor privado, academia e sociedade civil”.