Franco Modigliani foi um economista ítalo-americano que recebeu o Prêmio Nobel de Economia por seus estudos em microeconomia, especialmente pelas “Hipóteses do ciclo de vida”, originárias do trabalho de Keynes, e por suas análises das formas de funcionamento dos mercados financeiros. A hipótese do ciclo de vida sugere, precisamente, que os indivíduos planejem seu comportamento de consumo e economia ao longo de seu ciclo de vida e, por esse motivo, a MAPFRE Economics o utiliza com um gancho para explicar sua relação com o seguro de vida.

Em seu relatório “Elementos para o desenvolvimento do seguro de vida”, o Serviço de Estudos da MAPFRE explica que, em uma perspectiva econômica e considerando sua dimensão como um instrumento para canalizar economias de médio e longo prazo, o desenvolvimento de seguro de vida está ligado à capacidade dos indivíduos de gerar economia. “Nesse sentido, a hipótese do ciclo de vida postulado por (…) Franco Modigliani oferece uma boa perspectiva de como o seguro de vida pode ser acoplado à referida capacidade de gerar economia ao longo do ciclo de vida”, explicou o economista da MAPFRE Economics.

O estudo de Modigliani conclui que, durante o período ativo, os indivíduos economizam e formam o capital que consomem durante a aposentadoria. Conforme incluído no relatório da MAPFRE Economics, o ciclo de vida pode ser dividido em três fases. A primeira, constitui a etapa prévia ao início da vida profissional; a segunda, a etapa de atividade profissional propriamente dita; e a terceira, a etapa de aposentadoria, quando termina o ciclo de atividade produtiva.

 

 

Na primeira dessas etapas (a etapa inicial da vida), o nível de renda é inferior às necessidades de consumo do indivíduo, financiadas por transferências de crédito ou familiares, gerando uma fase de economia “negativa”. Na segunda etapa, a da vida profissional, a renda do indivíduo permite não apenas cobrir suas necessidades de consumo, mas também gerar um excedente na forma de economia. Finalmente, na terceira etapa, da aposentadoria, é apresentado novamente um processo de economia “negativa”, no qual o indivíduo utiliza as economias geradas ao longo de sua vida profissional (uma vez que a compensação da fase inicial da redução da economia “negativa” tenha sido descontada) para atender às suas necessidades de consumo.

Em conclusão, este esquema de Modigliani é útil para racionalizar a maneira como o seguro de vida, como um instrumento para canalizar a economia de médio e longo prazo, pode ser inserido (e ser muito útil) no ciclo de vida do indivíduo, especialmente nas etapas de geração de economia e de economia “negativa” na etapa de aposentadoria. “Além disso, essa visão microeconômica sustenta a análise do impacto que o seguro de Vida tem sobre o processo de economia e investimento na economia, na medida em que gera uma oferta estável e de longo prazo de recursos nos mercados financeiros, apoiando esse o processo de formação de capital”, conclui o relatório da MAPFRE Economics.