Fundación MAPFRE apresenta grande exposição sobre o fauvismo, a primeira vanguarda do século XX
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Exposição representa uma excelente ocasião para apreciar o fauvismo. Até o dia 29 de janeiro de 2017 na Sala Recoletos, em Madri

A Fundación MAPFRE apresentou hoje, dia 20 de outubro, em Madri a exposição Os Fauves. A paixão pela cor, com uma proposta de tour pela primeira grande vanguarda artística do século XX.

Os fauves, liderados por Henri Matisse, André Derain e Maurice de Vlaminck, revolveram os alicerces da arte da sua época com tratamentos de cores, apresentação enérgica e liberdade de realização. Em 1905, suas obras foram expostas no Salão de Outono, provocando grande agitação entre o público e na crítica, de tal forma que foram batizados como “feras” – fauves, em francês. Sua evolução foi tão brilhante quanto intensa e de curta duração, apenas dois anos, mas o impacto gerado foi extraordinário, estabelecendo os fundamentos para outros movimentos de vanguarda, como o expressionismo e o cubismo.

A exposição, composta por mais de 150 peças, se desdobra em cinco seções organizadas por ordem cronológica, apresentando a evolução estilística altamente intensa realizada por esses artistas em somente dois anos. Adicionalmente, inclui duas pequenas seções dedicadas ao desenho e à cerâmica, disciplinas que ajudarão a apreciar a versatilidade e a criatividade que caracterizou esses pintores jovens e audaciosos.

A primeira delas está dedicada aos primeiros experimentos de pintura realizados pelos artistas que formariam o grupo fauve durante seus anos de desenvolvimento, sendo possível apreciar a influência exercida pela pintura de Van Gogh, Gauguin e Cézanne sobre esses artistas.

Os Retratos dos fauves patenteia a estreita amizade que uniu os integrantes desse grupo e que teve grande importância para a formação e desenvolvimento do movimento, destacando-se os dois quadros realizados por Matisse e Derain durante o verão que passaram juntos em Collioure.

Na terceira seção da mostra, Acrobatas da luz, é possível observar a incidência da luz do Mediterrâneo no tratamento da cor dos fauves, que aumentaram intensamente o tom das suas paletas desde a sua temporada na Costa Azul, criando as pinturas que causaram sensação no Salão de Outono de 1905.

Em O terrível da cor estão incluídas obras realizadas pelos fauves desde o sucesso alcançado pelo Salão de Outono, que consolidou sua identidade como grupo e deu impulso para que continuassem com suas pesquisas em pintura, destacando as vistas de Londres, de Derain. Também é de salientar a entrada de Le Havre Raoul Dufy, Georges Braque e Othon Friesz ao grupo de artistas, trazendo brilhante renovação ao movimento.

A última seção, Caminhos que se separam, apresenta os diferentes rumos empreendidos pelos fauves a partir de 1907. A influência de Cézanne se traduziu em uma série de pinturas de banhistas e de paisagens geometristas que representaram um prelúdio do cubismo, enquanto que as mulheres representadas com crueza de Van Dongen, Rouault e Vlaminck eram uma antecipação do expressionismo.

A exposição, produzida pela Fundación MAPFRE, pôde ser realizada graças ao suporte das mais de 80 entidades que emprestaram suas obras mais relevantes, entre elas instituições de renome, como o TATE Museum, o Centre Pompidou, o Musée D’art Moderne de la Ville de Paris, a Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen de Düsseldorf (Alemanha), o Milwaukee Art Museum (EUA) e o Statens Museum da Dinamarca.

É importante mencionar a generosidade de mais de 30 colecionistas particulares, que concordaram em ceder obras menos conhecidas do público, porém de qualidade extraordinária, fazendo com que esta exposição represente uma chance exclusiva para apreciar essa arte.

A rodada de imprensa realizada contou com a participação do diretor de Cultura da Fundación MAPFRE, Pablo Jiménez Burillo, e da comissária da exposição, Maria Teresa Ocaña.

Para mais informações:

http://exposiciones.fundacionmapfre.org/fauves