• A empresa manteve uma lacuna significativa em comparação com seu seguidor mais imediato, com uma participação no mercado de 6,5% e US$ 5,6 bilhões em prêmios.

• O mercado de seguros na região cresceu apenas 0,2%, embora o negócio Não Vida continue sólido.

 

O volume de prêmios do setor de seguros da América Latina cresceu apenas 0,2% em 2020, para 153,4 bilhões de dólares, como resultado da desvalorização de algumas moedas da região e do impacto da pandemia, que deprimiu o comportamento ascendente dos negócios observados na última década. Esse é o resultado da Classificação de grupos seguradores da América Latina, elaborado pela MAPFRE Economics e publicado pela Fundación MAPFRE. No exercício passado, o bom desempenho apresentado novamente pelo negócio de Não Vida, que cresceu 3,9%, não conseguiu compensar a desaceleração do crescimento do volume de prêmios do ramo Vida em 4,1%.

 

Nesse contexto, os mercados seguradores do México e do Brasil, os dois maiores da região, sofreram estagnação de prêmios em 2020. No primeiro caso, com crescimento de apenas 0,2% (11,1% em 2019) e, no segundo, com desaceleração do crescimento nominal (1,1% ante 11,4% em 2019). “Com exceção do caso do Chile, Panamá, Equador e Peru, os demais mercados seguradores da região tiveram um comportamento positivo em 2020, com destaque para uma alta nominal na moeda local de 56,9% na Argentina e 12,1% no Uruguai”, conforme explicado no relatório do Serviço de Estudos da MAPFRE.

 

No que se refere à classificação geral, os 25 maiores grupos seguradores incluídos receberam 458,6 milhões de dólares a menos em prêmios em 2020, o que representa uma queda de -0,5% em relação à amostra do ano anterior. O primeiro lugar na classificação (Negócios Vida e Não Vida) foi detido pelo grupo brasileiro Brasilprev, que, com uma participação de mercado de 6,1%, superou esse ano o Bradesco, cuja participação foi reduzida para 5,8% (6,6% em 2019).

 

A MAPFRE ocupa o quarto lugar na região. No entanto, a MAPFRE continua mantendo a liderança no ramo de Não Vida com uma margem clara em relação ao seu seguidor mais imediato, com uma participação no mercado de 6,5% e 5,588 bilhões de dólares em prêmios, bem acima dos 3,675 bilhões da americana Innovacare e 3,582 bilhões Triple-S, que ocupam o segundo e o terceiro lugar dessa classificação, respectivamente. Essas duas empresas são monoliners do setor de saúde, e fazem parte do segmento Não Vida para fins de comparabilidade deste relatório.