//A receita da MAPFRE no primeiro trimestre do ano supera os 7,25 bilhões e o lucro alcança os 187 milhões

A receita da MAPFRE no primeiro trimestre do ano supera os 7,25 bilhões e o lucro alcança os 187 milhões

A receita da MAPFRE no primeiro trimestre do ano supera os 7,25 bilhões e o lucro alcança os 187 milhões
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CHAVES DO PRIMEIRO TRIMESTRE

O lucro do Grupo, descontando os extraordinários do ano anterior, aumentou 4%. 

Os prêmios alcançaram cerca de 6,2 bilhões de euros, em um trimestre afetado pela depreciação das divisas e pelas taxas de juros baixas. 

O lucro do negócio de resseguro cresceu 22,2%, atingindo 63 milhões de euros. 

A taxa combinada melhorou um ponto percentual, alcançando 96,5%, e a de solvência subiu para 200%. 

Os acionistas receberão o dividendo complementar de 0,085 euros por ação em 14 de junho.

 

A receita da MAPFRE entre janeiro e março deste ano alcançou os 7.257 bilhões de euros, 7,6% inferior ao do mesmo período do ano anterior, e os prêmios aproximaram-se a 6,2 bilhões de euros (-7,2%). Este trimestre esteve bastante condicionado à ausência de resultados extraordinários, devido à depreciação das principais moedas (dólar norte-americano, real e a lira turca) que, nesse período, perderam entre 13 e 16% de seu valor; e às taxas de juros baixas, o que se traduz em uma queda dos rendimentos financeiros.

Por sua vez, o lucro líquido foi de 187 milhões de euros (-9,3%). Descontando os extraordinários do ano passado (o cancelamento de uma provisão líquida de 27 milhões de euros no canal de “bancassurance” na Espanha), o lucro líquido do Grupo aumentou 4%.

Nesse contexto, é importante destacar os bons resultados da Área Regional Ibéria que, descontando os extraordinários, aumentaram 17,2%; o lucro do negócio de resseguro, que subiu 22,2%, e os da Área Regional Latam Norte, que duplicou seu lucro nesse trimestre. Além disso, a taxa combinada, por sua vez, melhorou um ponto porcentual, alcançando 96,5%, destacando-se principalmente a evolução positiva de todos os ramos na Espanha. A taxa de solvência do Grupo é de 200%, em linha com a faixa de objetivos prevista pela empresa.

O patrimônio líquido ficou em 10.326 bilhões de euros, enquanto os fundos próprios alcançaram 8.466 bilhões de euros no fim de março. Os ativos totais atingiram 69.257 bilhões de euros, 2,5% superior ao do encerramento do ano de 2017.

Os investimentos do Grupo superam a barreira de 50 bilhões de euros e, no encerramento do primeiro trimestre deste ano, alcançaram 50.616 bilhões de euros. Desses investimentos, 56% correspondem a dívida soberana, enquanto 19% são investimentos em renda fixa corporativa, e 8% em renda variável e fundos de investimento. Cabe destacar também a qualidade desses investimentos, uma vez que 67% deles têm classificação de crédito A ou superior.

1.- Evolução do negócio:

A Unidade de Seguros obteve, entre janeiro e março deste ano, prêmios de 5.219 bilhões (-7,2%).

→ Os prêmios da Área Regional Ibéria (Espanha e Portugal) atingiram 2.342 bilhões de euros (-1,9%). Na Espanha, onde o setor registrou uma queda de 4,6% devido ao declínio do negócio de Vida em virtude das taxas de juros baixas, os prêmios da MAPFRE alcançaram 2,31 bilhões de euros (-1,5%). Destaca-se o negócio de Automóveis (534 milhões, 3,2% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior, com mais de 5,6 milhões de veículos segurados), Seguros Gerais (619 milhões, 5,8% superior) e Saúde e Acidentes (558 milhões, 6% superior, com um crescimento do negócio de saúde de 6%, meio ponto percentual superior ao do crescimento do mercado). Além disso, é importante ressaltar a evolução positiva da taxa combinada na Espanha, que melhorou 2,4 pontos, atingindo 91,9%, com destaque para a do negócio de automóveis, que chegou a 90,3% (melhora de 1,7 pontos percentuais).

O negócio da MAPFRE VIDA, por sua vez, alcançou 553 milhões de euros, 18,2% inferior. No encerramento do primeiro trimestre, o patrimônio dos fundos de investimento alcançou 3.635 bilhões de euros, 7,2% superior, enquanto os fundos de aposentadoria cresceram 4,8%, chegando a 5.047 bilhões de euros.

→ A Área Regional Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com um volume de prêmios de 1.013 bilhão de euros (-15,8%). Este declínio foi motivado pela queda do real, que se desvalorizou 16,3% nesse período último ano. Em moeda local, no entanto, os prêmios aumentaram 1%. Por ramos, o de seguros gerais aportou um volume de prêmios de 393 milhões de euros, enquanto os prêmios do negócio de Vida alcançaram 324 milhões, e os de Automóveis aproximaram-se a 300 milhões de euros. Por sua vez, a taxa combinada melhorou, atingindo 98,3%.

→ O negócio da Área Regional Latam Norte permaneceu estável e os prêmios alcançaram 365 milhões de euros, destacando-se a evolução do México, com um crescimento de 4,6% (12% em moeda local), chegando a 211 milhões de euros, impulsionado pelo negócio de Automóveis, Vida e Saúde. A sub-região América Central registrou um volume de prêmios de 154 milhões de euros (-7%), destacando-se as contribuições do Panamá (50 milhões), da República Dominicana (32 milhões) e de Honduras (25 milhões). Além disso, é importante ressaltar a evolução positiva da taxa combinada, que melhorou 2,5 pontos, chegando a 96,6%.

→ No fim do primeiro trimestre deste ano, os prêmios da Área Regional Latam Sul foram de 395 milhões de euros (-7,7%). Cabe destacar as contribuições do Peru (124 milhões de euros, 20% superior em moeda local), da Colômbia (87 milhões de euros, 1% superior em moeda local) e da Argentina (74 milhões de euros, 23% superior em moeda local), e a melhora nesta Área Regional da taxa combinada de 2,2 pontos, atingindo 97%.

→ O volume do negócio na Área Regional América do Norte foi de 562 milhões de euros (-14,1%). Nos Estados Unidos, país em que os prêmios alcançaram 486 milhões de euros (-14,6%) devido ao cancelamento do negócio não rentável, é importante ressaltar o impacto de várias tempestades na Costa Leste, que representaram uma despesa líquida de resseguro de 13,5 milhões de euros.

→ Os prêmios da Área Regional Eurásia, no encerramento de março deste ano, foram de 541 milhões de euros (-7,8%), afetados pela forte desvalorização da lira turca que, no último ano, registrou uma queda de 16,1%. A Turquia contribuiu com 151 milhões de euros, seguida pela Alemanha, com 146 milhões de euros, e pela Itália, com 115 milhões de euros.

Os prêmios da Unidade de Resseguro foram de 1.126 bilhão de euros (-3,4%) e seu lucro líquido, no trimestre, aumentou 22,2%, alcançando 63 milhões de euros, destacando-se também a melhora da taxa combinada para 91,1%.

A Unidade de Riscos Globais, por sua vez, registrou um volume de prêmios de 267 milhões de euros (-16,3%), com um lucro líquido de 8 milhões de euros. Destaca-se a evolução bastante positiva da taxa combinada, passando de 109,5 a 92%.

Por último, as receitas da Unidade de Assistência, Serviços e Riscos Especiais alcançaram 244 milhões de euros (-19,7%), no fim do primeiro trimestre.

2.- Dividendo

O Conselho de Administração aprovou o pagamento do dividendo complementar, correspondente aos resultados do exercício 2017, de 0,085 euros brutos por ação no dia 14 de junho. Dessa forma, o dividendo total correspondente aos resultados do exercício de 2017 será de 0,145 euros por ação, isto é, 447 milhões de euros, dedicando 63,7% de seu lucro a dividendos.

2018-04-27T10:05:21+00:00 27 Abril 2018|Categorias: Notícias Corporativos|0 Comentarios